Prensa obreira

Folga Xeral en Portugal

E van dúas en catro meses. A continuación reproducimos o comunicado d@s compañeir@s do Sindicato de Oficios Varios de Porto, adherido á AIT:

A libertação d@s trabalhadoras/es só pode ser obra d@s própri@s” – e não de presidentes, ministros e deputados - ou não será libertação nenhuma!… (Máxima da antiga CGT -Confederação Geral do Trabalho portuguesa, anarco-sindicalista, destruída pelo fascismo salazarista nos anos 30 e 40 e hoje também o lema da AIT-SP (Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es – Secção Portuguesa).

Qualquer PARTIDO não fará mais do que substituir um governo por outro! E os governos, mesmo que constituídos por ditos "representantes” do povo… GOVERNAM-SE A ELES! Porque os REPRESENTANTES dos trabalhadores NÃO SÃO OS PRÓPRIOS TRABALHADORES e quando sem o controlo pela MAIORIA do povo, em ASSEMBLEIAS LOCAIS, tenderão sempre a acumular privilégios, a afastar-se do povo e a transformar-se em novos burgueses burocratas!

Quase 50 anos de fascismo salazarista (1926 a 1974) e quase 40 de “democracia representativa” (1974 a 2012) chegam-nos para ver como alguns “representam” bem no pior dos teatros: o da MENTIRA e DA ROUBALHEIRA legal em que tanto o parlamento, como os vários parlamentosinhos locais (assembleias municipais e de freguesia) se transformaram!

Hoje, só a DEMOCRACIA DIRECTA dos trabalhadores e do povo, como chegou a funcionar logo após o 25 de Abril de 74, em ASSEMBLEIAS SOBERANAS em empresas e bairros, poderá evitar, que quaisquer representantes eleitos se corrompam e possam ser então imediatamente revogáveis e substituídos por outros, se a maioria assim o entender, não se podendo colocar acima dos que os escolheram para qualquer tarefa , mas sim sendo apenas PORTA VOZES e APLICADORES da vontade de todos!...

Mas que é que isto tudo tem a ver com a próxima greve geral?

- Tem que, sendo ela convocada pela CGTP, que agrupa hoje a maioria dos sindicatos de trabalhadoras/es mais conscientes sobre a exploração patronal e a opressão governamental, sem dúvida, continua no entanto a basear-se no REPRESENTATIVISMO e não na DEMOCRACIA DIRECTA dos trabalhadores…

- Tem que, por muito que respeitemos o esforço e o activismo voluntário, ao longo dos anos, de muitos destes camaradas trabalhadores eleitos, o REPRESENTATIVISMO não deixa de ser aquilo que o patronato, a alta finança e os seus governos se dispõem a conceder aos trabalhadores, seja na “concertação social”, seja no parlamento. E isto está a ficar cada vez mais gasto! A hora será pois cada vez mais da DEMOCRACIA DIRECTA e da ACÇÃO DIRECTA (sem intermediários) dos trabalhadores e do povo.

Porque, quando:

- “direitos fundamentais” (contratação colectiva, salários, compensação por trabalho suplementar, férias, 13º mês, compensação por despedimento, etc.), são roubados aos trabalhadores…

- estão a ser cozinhadas novas leis laborais (até Novembro) que só favorecem os mais ricos, o patronato e os altos cargos governamentais…

- a SAÚDE e os SERVIÇOS PÚBLICOS deixam de ser “direitos” e se tornam privilégios para os que os podem pagar…

É tempo então de decidirmos tod@s e agirmos directamente sobre tudo o que nos tolhe a vida e não mais tempo de esperarmos o que quaisquer “messias”, “chefes supremos” e “representantes” possam fazer! É para isso que podem servir as ASSEMBLEIAS DE TRABALHADORES e as ASSEMBLEIAS POPULARES.

Nesta próxima Greve Geral, sabemos que muit@s trabalhadoras/es temem ficar na “lista negra”para os próximos despedimentos e deslocalizações anunciados já pelo patronato, pela banca e pelo seu governo. Sabemos que quem trabalha em regime precário, com ou sem “recibos verdes”, teme a vingança dos gestores privados e públicos!...


Mas será que é só quem faz greve que está ameaçado pelos despedimentos e pelo desemprego?

Não!... Porque o que patronato, governo/s, banca eTroika (UE, BCE, FMI) pretendem é REDUZIR AO MÍNIMO AS CONDIÇÕES DE TRABALHO com o objectivo de conseguirem LUCROS CHORUDOS MÁXIMOS com o mínimo de custos! E NISTO estamos todas e todos metidos, mesmo @s trabalhadoras/es desempregad@s – que o patronato tentará utilizar para impor a todos as piores das condições! Por isso esta greve TAMBÉM É D@S DESEMPREGAD@S!

Por tudo isso, esta greve geral não será GERAL de facto nem alcançará os resultados que todos queremos – o recuo do patronato, do seu governo e da Troika - se não for:
Participada de alguma forma por toda a gente que é alvo das várias medidas antipopulares do governo e da Troika (Lei dos despejos, aumentos de preços da electricidade e serviços públicos, cortes nas pensões e apoios sociais, etc…) OCUPANDO AS RUAS E PRAÇAS;
GREVE com OCUPAÇÃO dos locais de trabalho – garantindo que nada é sabotado nem roubado pelo patronato e administrações e seus agentes;
GREVE EXPROPRIADORA – nos casos em que a administração esteja a ameaçar fechar a empresa, ocupando-a e tomando-a @s trabalhadoras/es e fazendo-a funcionar em AUTOGESTÃO – como fizeram as trabalhadoras da “Afonsinho”, em Arcos de Valdevez, durante cerca de 4 anos;
GREVE DE “CIDADANIA” – recusando-nos a desempenhar o papel de pagantes, “esmifrad@s”, obedientes passivos e bem comportadinhos, que governantes e “cães grandes” em geral esperam de nós…
Porque, se no dia a seguir a mais esta Greve Geral tudo estiver na mesma e nada houver mudado, precisaremos pensar tod@s o que teremos de fazer de forma a que estas greves não venham a ser apenas a forma de governantes, patrões e quem ao serviço deles esteja, soltarem a “válvula de escape” para que a revolta d@s trabalhadoras/es e do povo não rebente o tacho da roubalheira patronal e estatal.


À GREVE GERAL TOD@S , DIA 22 DE MARÇO! É PRECISO TRAVAR QUEM NOS ANDA A ROUBAR!


“CONCERTAÇÃO SOCIAL” - ALDRABICE PATRONAL! CONTRA A EXPLORAÇÃO - LUTA DE CLASSES!


CONTRA O DESEMPREGO – SEMANA DE 30 HORAS! CONTRA A DESLOCALIZAÇÃO -OCUPAÇÃO! AUTOGESTÃO!


SOLIDARIEDADE COM AS LUTAS D@S TRABALHADORAS/ES NO MUNDO INTEIRO: NA GRÉCIA, EM ESPANHA OU NA CHINA!


“UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES A CRI$E !”


SOV - Sindicato de Ofícios Vários - do PORTO da AIT-SP (Associação Internacional d@s trabalhadoras/es – Secção Portuguesa )

O texto orixinal aquí.

 

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Entrevista a sección sindical da Xunta de galiza realizada en Radio Filispim

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